No atacado, o comprador corporativo quer flexibilidade 24/7, agilidade para recomprar e experiência digital comparável a grandes marketplaces. Se você está avaliando uma plataforma de vendas B2B para o Brasil, o Magento 2 se destaca por oferecer recursos nativos focados em venda no atacado B2B: catálogo com preço por empresa, contas corporativas, pedido rápido, listas de requisição, cotação negociável e crédito por companhia.

Neste artigo, você vai entender os pilares do B2B no Magento 2 e como esses recursos se conectam à realidade do atacado: preço por contrato, múltiplos compradores na mesma empresa, compras recorrentes e integração com ERP.

O que muda no B2B (atacado) e por que muitas lojas travam

Uma loja virtual para atacado não é apenas um e-commerce “com preço maior”. O fluxo B2B costuma exigir:

  • Preço e disponibilidade por cliente/empresa (tabelas, contratos, mix por segmento).
  • Múltiplos usuários por CNPJ com diferentes permissões (comprador, aprovador, gestor).
  • Compras recorrentes e reposição (recompras, listas padronizadas, catálogo favorito).
  • Processos de negociação (cotação, contraproposta, validade de preço).
  • Prazo e crédito (limite, pagamento “on account”, controle de saldo).
  • Integração com ERP (estoque, preço, faturamento, crédito, pedidos).

O Magento 2 foi pensado para suportar esses cenários com uma camada B2B que “encaixa” no modelo de atacado. E o melhor: grande parte dessas funções é exposta por APIs, facilitando integrações com ERP e sistemas legados.

Tendências que puxam o atacado para o online

Em um webinar de demonstração do B2B no Magento, foram citados comportamentos típicos do comprador corporativo: busca por comprar fora do horário comercial, preferência por processos rápidos e pesquisa de produtos feita com frequência no digital e no mobile. Além disso, compradores B2B tendem a trocar de fornecedor quando a experiência digital é superior — ou quando concorrentes oferecem um processo de compra mais simples.

Tradução prática: se seu atacado ainda depende de WhatsApp + planilha + “manda o pedido por e-mail”, você está deixando margem para o cliente migrar para quem dá autonomia e velocidade.

Magento 2 para atacado B2B: os recursos que fazem diferença

1) Catálogo e preço por empresa (Shared Catalog)

No B2B, um mesmo produto pode ter preço diferente por cliente, além de regras de disponibilidade por contrato. No Magento 2, o conceito de catálogo compartilhado permite:

  • Definir quais produtos aparecem para cada grupo/empresa.
  • Aplicar ajustes de preço (percentual ou valor fixo) por catálogo/grupo.
  • Trabalhar com estrutura por cliente (empresa) sem criar “lojas duplicadas”.

E se sua precificação já vive no ERP (com centenas de tabelas), o Magento pode consumir isso via API para refletir preços e regras no front, mantendo o cliente vendo “seu” preço.

2) Conta corporativa (Company Account) com múltiplos compradores

O Magento separa o conceito de cliente (usuário) e empresa (organização). Isso é crucial para o atacado: vários compradores podem comprar no mesmo CNPJ com controle e rastreabilidade.

3) Papéis e permissões (Roles & Permissions)

Em venda no atacado B2B, nem todo mundo pode tudo. O Magento permite criar perfis como: comprador, comprador com limite, gestor, administrador da conta. Assim, o próprio cliente corporativo consegue:

  • Gerenciar usuários internamente (autoatendimento).
  • Definir quem pode comprar, solicitar cotação e administrar a empresa.
  • Evitar retrabalho do seu comercial para “liberar acesso”.

4) Crédito por empresa e pagamento por conta

Atacado frequentemente trabalha com limite de crédito e condições específicas por cliente. O Magento permite disponibilizar essa visão para a empresa e, do lado administrativo, controlar:

  • Limite, saldo e histórico de compras em crédito.
  • Regras de pagamento habilitadas por empresa.
  • Permissão para exceder limite (quando aplicável).

Na prática, isso reduz atrito e profissionaliza o relacionamento — especialmente quando integrado ao ERP.

5) Compra rápida no atacado: Reorder, Lista de Requisição e Quick Order

O ganho de produtividade no B2B vem de reduzir cliques e eliminar digitação manual. O Magento 2 oferece:

  • Reorder: recomprar a partir de um pedido anterior.
  • Requisition List (lista de requisição): lista de itens recorrentes para reposição (ela permanece mesmo depois de comprar, diferente de uma wishlist comum).
  • Quick Order (pedido rápido): inserir SKU/nome e quantidade, ou enviar CSV para montar o carrinho rapidamente.

Além disso, o fluxo valida automaticamente: SKU permitido para aquela empresa, preço do contrato e estoque disponível. Isso é exatamente o que uma loja virtual para atacado precisa para escalar.

6) Cotação negociável (Negotiable Quote): negociação dentro do e-commerce

No atacado, a negociação é parte do jogo. O Magento permite que o comprador solicite uma cotação para um carrinho específico, inclusive anexando arquivos. Do lado do comercial, é possível:

  • Definir validade da cotação (data de expiração).
  • Ajustar itens, quantidades e aplicar desconto (percentual, valor fixo ou preço proposto).
  • Manter histórico e comentários para rastreabilidade.

Quando o cliente aprova, o Magento cria um carrinho único com o preço negociado para finalizar o checkout. Isso reduz “perda de pedido” e padroniza o processo comercial.

7) Mobile-first e autonomia 24/7

No mundo real do atacado, o comprador pode estar no estoque, na loja, na obra ou em deslocamento. Uma plataforma de vendas B2B precisa funcionar bem no mobile para permitir reposição e compra rápida sem depender do horário do vendedor.

Magento 2 é ideal para venda no atacado B2B no Brasil?

Sim — principalmente quando você precisa de: preço por empresa, compradores múltiplos por CNPJ, processo de cotação e integrações com ERP/CRM/OMS. No Brasil, é comum ter particularidades comerciais como tabelas por segmento, condições de pagamento, políticas de frete e regras internas de aprovação. O Magento se destaca porque oferece base sólida para personalizar e integrar sem “engessar” seu modelo de atacado.

Dica prática: pense no Magento 2 como o “hub” de experiência de compra (portal B2B), enquanto seu ERP continua como fonte de verdade para crédito, estoque e precificação — usando integrações via API.

Magento 2 vs. plataformas genéricas: comparação rápida para atacado

Necessidade do Atacado B2B Plataformas genéricas Magento 2 B2B
Preço por empresa/contrato Limitado ou requer muito “contorno” Catálogo compartilhado + APIs
Múltiplos usuários por CNPJ Geralmente básico Company Account + roles/permissões
Compra recorrente (reposições) Wishlist simples Requisition lists + reorder
Pedido rápido por SKU/CSV Nem sempre existe Quick Order nativo
Negociação de pedidos Processo fora da plataforma Negotiable Quotes com histórico
Integração com ERP Varia muito Ecossistema forte + APIs

Como implementar um portal B2B Magento 2 do jeito certo (checklist)

  1. Defina a estratégia de catálogo: público para pesquisa ou fechado apenas para logados.
  2. Mapeie regras comerciais: tabelas de preço, mix por cliente, mínimo de compra, prazos e crédito.
  3. Desenhe perfis de acesso: comprador, aprovador, gestor, financeiro.
  4. Implemente compra rápida: listas de requisição, quick order e reorder.
  5. Formalize cotação: fluxo de negociable quote com SLA do time comercial.
  6. Integre com ERP: preço, estoque, crédito, faturamento e status de pedido.
  7. Monitore KPIs: adoção por empresa, recorrência, ticket, conversão de cotações e inadimplência.

Se você quiser, pode complementar este artigo com links internos no seu blog, por exemplo: Conteúdos sobre Magento 2, Estratégias para B2B, Fale com um especialista.

FAQ: Magento 2 para atacado B2B no Brasil

O Magento 2 serve para atacado (B2B) ou é só B2C?

Serve para atacado. O Magento 2 possui recursos B2B para catálogo com preço por empresa, contas corporativas, compra rápida, cotações negociáveis e crédito por companhia.

É possível ter preços diferentes por cliente/CNPJ no Magento 2?

Sim. Você pode configurar catálogos compartilhados com regras de preço e disponibilidade por grupo/empresa, além de integrar tabelas de preço do seu ERP via API.

Como acelerar pedidos recorrentes no atacado?

Usando listas de requisição (reposição), reorder (recompra) e quick order (pedido rápido por SKU ou CSV). Isso reduz cliques e elimina digitação repetitiva.

O Magento 2 tem processo de cotação (negociação) dentro do e-commerce?

Sim. Com Negotiable Quotes, o cliente solicita cotação para um carrinho, o comercial ajusta preços/itens/validade, e a aprovação gera um carrinho único para finalizar.

Dá para controlar quem pode comprar dentro da empresa do cliente?

Sim. Com papéis e permissões, você define perfis (comprador, aprovador, admin) e o próprio cliente gerencia usuários.

Magento 2 integra com ERP no Brasil?

O Magento oferece APIs e um ecossistema amplo para integrações. O ideal é tratar o ERP como fonte de verdade para preço, estoque e crédito, e o Magento como portal de compra e relacionamento.